Pessoal que lê...se é que alguém ainda lê....mil desculpas!!!

Eu esqueci e no meu PC todos os arquivos foram apagados...então eu não tinha nada para postar...só voltei agora....quase que um ano depois....masss assim que tiver um capítulo novo...eu prometo postar!

Pronto...UFA!!!

Finalmente postei.....para quem entrou agora vou dizer ...esses novos capítulos são os capítulos com a narrativa da Sol.

Bom...quem quiser pode divulgar para mim!!!

COMENTEM TBM!!!

OBRIGADA BJS!

Até mais

Capítulo 5 Descobertas

 

Dançamos muito, no meio de uma musica ouve um estrondo do lado de fora e todos pararam de dançar.

Eu e Dé corremos para o lado de fora ver o que poderia ter causado o barulho.

Quando saímos de dentro do ginásio eu comecei a sentir o que eu tinha sentido aquele dia de novo só que pior. Eu olhei ao redor para ver quem estava lá fora sem contar nós, Pam e Kaleb e Alexis e Lily, mas não via mais ninguém do lado de fora. Pelo jeito  só os com sentidos mais aguçados sentiram que havia alguma coisa errada ali.

Outro estrondo veio do bosque de trás do ginásio, todos que estavam do lado de fora congelaram.

-Sol, eu preciso que você a Lily e a Pam voltem lá para dentro, eu Kaleb e Alexis vamos ver o que aconteceu – Dé disse pegando as minhas mãos.

-Não, Dé não me peça para voltar lá, eu vou com vocês,  e se tiver algum retardado querendo assustar todo mundo eu juro que vou chutar a cara dele.

-Sol, pode ser perigoso. Eu não quero que aconteça nada com você.

- Mas se tiver mesmo alguma coisa perigosa lá eu quero te ajudar a enfrentar essa coisa. Se a Lily achar melhor ela pode entrar e ficar com a Clair, eu vou ficar aqui.

- Tabom, vamos logo com isso, Pam e Sol vão com a gente. - disse Alexis nervoso, logo pondo um sorriso na cara e mudando para um tom doce – Lily me faz um favor e fica me esperando lá dentro- ele disse se virando e dando um beijinho no nariz de Lily.

Ela não disse nada, só sorriu e entrou no ginásio.

Pam tirou a piranha que prendia o seu cabelo, puxou o vestido um pouco para cima e prendeu com a piranha.

Eu peguei uma fita do meu vestido soltei e prendi a barra mais para cima.

- O que você acha que está lá?- perguntou Pam virada para Kaleb.

- Não sei exatamente, mas não estou com uma sensação boa. - ele disse nervoso. - acho melhor você e Sol ficarem mais atrás.

-Certo nós ficamos – ela disse vindo para o meu lado cochichando para mim, a única coisa é que eu sabia que todos ali ouviam. – você sabe que isso vai realmente ser perigoso não sabe?

- Eu sei, mas não vou deixar vocês irem sozinhos para enfrentar essa coisa.

- Sol, você é muito especial para o meu irmão, é importante para ele continuar feliz que você esteja inteira. E essa coisa pode atacar, e machucar bem feio.

-Eu sei, mas eu não vou me machucar fácil assim.

- Se você acha que não.

E começamos a correr para o bosque, e eles, só por minha causa foram na velocidade humana. Eu pensei : “Eu preciso contar para eles logo que eu também posso arremessar coisas e correr de um lugar para o outro super rápido, porque isso está me irritando, ver esses vampiros imitando humanos toda a hora.”

-O que é que você disse Sol?- De perguntou parando de repente

-Eu não disse nada Dé – eu disse séria, os outros tinham corrido na nossa frente.

- Isso é incrível, você realmente sabe tudo sobre mim, tudo sem exceções. - ele disse chegando mais perto de mim, e mesmo só com a luz da lua eu vi que as presas dele estavam a mostra.

-Sei, mas você me deixou descobrir.

- A única coisa difícil nisso tudo é que agora você faz parte de um segredo muito grande. – ele disse abaixando a cabeça, eu sentia a respiração dele na minha orelha. – algo que ninguém tinha descoberto até agora, eu confio plenamente em você tenho a certeza de que você entende.

Eu me arrepiei, sabia exatamente o que acontecia a um humano que denunciava a existência dos vampiros, sabia que o Dé não faria isso comigo, mas se os vampiros da família principal descobrissem iriam se alimentar desse humano, até a sua ultima gota de sangue. Ele levantou o rosto e olhou para a lua.

- Mas parece que eu não sei nada sobre você, nada mesmo. Só sei que seu nome é Solstice e que você teoricamente é humana, e que se mudou para cá esse ano.

- Mas tudo isso é verdade, você conhece a minha mãe já foi até a minha casa. - eu disse e pus uma mão em seu peito – o que mais você precisa saber?

- Você é mesmo humana Sol? – ele perguntou segurando minha mão em cima do seu peito. – porque se você não for. É melhor você me dizer agora.

- Eu sou humana Demetrius! – eu estava chorando, e odiava quando isso acontecia. - eu juro para você que sou humana.

- Por inteiro Sol?- ele disse encostando a sua testa na minha – você é humana por inteiro?

- Não exatamente, mas o que isso importa? – eu disse chorando mais ainda – eu não sou humana por inteiro, mas você é um vampiro por inteiro. - eu levantei meus olhos para os dele.

- Eu já imaginava que você sabia da verdade, mas eu ainda não sei, você é meio humana meio o que Sol?

- Vampira – eu disse em um sussurro, mas eu sabia que ele tinha ouvido, ele distanciou o seu rosto do meu e levantou meu rosto  para olhar ele nós olhos- eu sou meio vampira.

Ele ficou em silencio me olhando, ele estava sorrindo enquanto me olhava. Eu esperei ele falar alguma coisa, mas como não disse nada eu disse.

- Eu estou feliz por ter te contado isso, claro que eu também gostaria de ter te ouvido falar que era um vampiro, mas isso não aconteceu. E agora eu só quero que você acredite em mim.

-Eu acredito em você Sol, e sempre acreditarei. - ele disse me puxando para os seus braços. – e eu não quero que você chore nunca mais. Não quero que você se envergonhe de ser o que você é.

- Eu te amo – eu disse abraçando ele bem forte, eu estava realmente convencida disso, nós dois não éramos humanos, éramos diferentes, mas nos aceitávamos do jeito que éramos.

- Eu também te amo Sol, do fundo do meu coração. – eu sabia que ele estava falando do fundo do coração, ele me beijou com tanta paixão e intensidade, me deu impressão de que nunca mais íamos nos beijar.

Nós ficamos abraçados quietos por alguns momentos, até que finalmente ouvimos algum outro ruído vindo do bosque. Ele pegou minha mão e começamos a correr, mas não foi na velocidade humana, foi na nossa velocidade.

Capítulo 4 O começo do baile

 

No sábado de manhã minha mãe não estava em casa, acordei tarde demais para dar bom dia para ela.

Olhei para o relógio eram dez horas, com certeza acordei tarde. Tomei um copo de leite e voltei para o meu quarto. Arrumei tudo e troquei de roupa. Minha mãe voltava às três da tarde mais ou menos, e ia me ajudar a ver tudo para o baile de hoje à noite.

Esquentei a lasanha no forno e comi, sentei no sofá e fiquei assistindo um dos meus favoritos, Van Helsing.

Minha mãe chegou em casa e sentou do meu lado no sofá.

-Filha, hoje eu sai mais sedo do trabalho e fui até a sua escola para ver se encontrava o seu professor de historia ajudando na decoração para o baile. - ela disse animada – e sabe o que ele me disse sobre essa sensação?

-O que mãe – eu disse ficando ansiosa – ele disse que foi só um erro do meu sistema?

-Não, mas ele disse que isso era porque o John tem sangue de magos nas veias, sabe não do tipo bem poções e feitiços, ele tem certos poderes diferentes dos humanos normais. Ele consegue, na maioria das vezes o que ele quer, e ele disse que no caso do John só funciona em humanos. Foi por isso que não funcionou com você.E ele também, como você, sente quando outros seres são mágicos.

- Não acredito nisso. Um mago meio diferente, mas porque foi que eu me senti tão mal com a presença dele àquela hora?

-Então, eu falei com seu professor sobre isso e ele disse que pode ser porque àquela hora ele estava concentrando magia, ou porque ele estava mal mesmo, daí você se sentiu impulsionada a ajudar, mas seus instintos vampirescos não te deixaram fazer isso.

- A certo, acho que eu entendi. Obrigada mãe.

-Por nada filha. E eu quase me esqueci, os magos como ele são conhecidos por caçar monstros, vampiros e lobisomens em sua maioria.

- Que bom que você lembrou mãe.

Eu sentei no escritório e liguei o computador. Fiquei gastando minha tarde na frente daquilo.

Fiquei vendo as minhas fotos do ano passado. Todas eu estava sozinha, só em uma Mel uma menina da minha classe estava falando comigo.

Quando fui ver já eram cinco da tarde. Tomei um banho demorado e sequei meu cabelo, minha mãe insistiu em que eu fizesse alguma coisa diferente no cabelo, ela me ajudou a fazer duas trancinhas pequenas na parte de trás e deixá-las soltas por cima dos meus ombros. Eu estava passando a maquiagem e pensando em como é que o Dé estaria, e qual seria o carro no qual ele viria me buscar.Acabei de me embelezar e continuei pensando em como seria o baile de hoje a noite.

Quando deixar de me importar já eram seis e meia. Fui me trocar e precisei de ajuda da minha mãe para amarrar o vestido nas costas. Era um vestido lindo, vinho com renda nas bordas, assim que o vi sabia que era ele que ia levar. Levei mais meia hora pondo o vestido.

Minha mãe pegou a câmera e tirou algumas fotos minhas na escada. Ela estava guardando a câmera quando a campainha tocou.“Dé, ele finalmente chegou.Ele deve estar lindo” eu pensava enquanto ia ficando mais nervosa dentro do meu quarto.

Eu fiquei ouvindo os dois lá embaixo.

-Boa Noite senhora Salezar como está?- ele disse pegando a mão da minha mãe e beijando-a.

-Boa Noite Demetrius. Estou muito bem obrigada. - ela disse chocada - Vou chamar a Sol só um minuto.

Ela subiu as escadas e abriu a porta do meu quarto.

-Ele já chegou Sol. - ela me disse segurando as minhas mãos firmemente – ele é muito cavalheiro.

-Eu sei de ambas as coisas mãe. - eu disse me levantando da cama e olhando mais uma vez no espelho só para ter certeza que a maquiagem continuava no lugar. E desci.

Ele me olhou da cabeça aos pés e sorriu, eu fiz o mesmo.

- Sol você tem que estar em casa até a meia noite. - minha mãe me disse fingindo ser mandona – e nada além disso.

-Tudo bem, eu vou trazer ela na hora. – Dé disse sorridente.

- Bom baile para os dois – ela disse quando estávamos saindo de casa.

-Você está linda sabia?- ele disse depois que tínhamos saído de casa.

-Obrigada, você também está maravilhoso meu anjo das trevas fofo. - eu disse abraçando a cintura dele. – e a minha surpresa?

-É surpresa não é? – ele perguntou beijando o topo da minha cabeça-eu não ia deixar bem aqui onde você pode ver tranquilamente.

Demetrius não tinha parado o carro na frente da minha casa, provavelmente com medo de que eu o visse. Estava na esquina. Quando chegamos perto eu fiquei chocada.

-Você está querendo me dizer que esse carro é do seu pai, e que ele te emprestou?

-Mas foi exatamente o que aconteceu – ele disse rindo e desativando o alarme – e eu juro que ele comprou antes de eu te conhecer.

Acontece que o carro era um Solstice desse ano preto, maravilhoso. Eu fiquei meio pirada com isso.

Ele abriu a porta do passageiro para mim e sentou no lugar do motorista.

Eu fiquei quieta o percurso inteiro, era coincidência demais para ser só isso.

Ele abriu a porta para mim e me pegou pela cintura.

Chegando ao baile Clair e Hil estavam bem na frente do ginásio conversando com Pam e Kaleb.

- Oi pessoal- Hil disse rindo – que bom que vocês chegaram.

-Oi – eu disse ansiosa demais para conter a felicidade que se espalhava pelo meu corpo. - mas onde é que a Lily está?

- Meu primo vai pegar ela e vir para cá. Ele chegou à cidade hoje e já está animado por ter um baile aonde ir. - Kaleb explicou a situação rapidamente.

- Muito legal do seu primo vir com a Lily- Clair disse sorrindo – o nome dele é Alexis não é?

-Isso.

Nós esperamos mais dez minutos conversando quando Lily e Alexis chegaram numa elegante Mercedes prata. Eu fiquei pensando se todos os vampiros tinham carros luxuosos assim.

- Oi todo mundo esse aqui é o Alexis, ou Ale. - Lily disse feliz.

-Oi Ale – todos nós dissemos juntos, só Kaleb não disse nada só olhou para o primo.

-Vamos dançar? – ele perguntou para todos, e como resposta só fomos entrando no ginásio, que já estava cheio de gente.

Dé e eu saímos dançando juntinhos eu encostei a cabeça no ombro dele. Todos se movendo com o ritmo.

Capítulo 3 Preparação para um baile

 

Me sentei na cama e comecei a sentir um nervosismo estranho. Levantei e troquei de roupa, fui tomar café e arrumei minhas coisas para a escola.
Minha mãe acordou pouco depois de mim, pegou uma xícara de café e foi para a sala assistir ao jornal.

-Mãe eu estou saindo!- eu gritei  descendo as escadas.

-Tchau filhota até mais tarde. - ela disse quando eu cheguei na sala.

Chegando na escola Dé estava me esperando no portão, como sempre.

- Oi Sol – ele disse e me deu um beijo na testa – dormiu bem?

-Oi Dé – eu disse animada – Bem e você?

-Não consegui dormir por causa do John, ele pode ser uma pessoa horrível, mas ainda merece um tipo de importância.

-É eu também fiquei preocupada com ele, mas ele deve estar bem agora.

Dé pôs o braço ao redor dos meus ombros e fomos até a sala. Todos no corredor só olhando, não sei o que eles vêem em um casal normal andando por ai.

Na nossa aula em que o John também estava eu procurei por ele, mas não achei. Ele ainda devia estar mal por causa do outro dia.

No almoço procurei na cafeteria, mas não achei ele, nem Matt.

O dia passou rápido, mas eu ainda estava nervosa com alguma coisa. À tarde fomos ao cinema, e passeamos pelo shopping.

O baile era só nisso no que pensávamos. Afinal o baile era daqui a dois dias.

Os meninos começaram a conversar sobre que carro queriam, mas provavelmente não iriam comprar.

E nós meninas conversamos sobre como iríamos arrumar os cabelos para o baile.

-Eu estava pensando em fazer uma trança atrás e deixar a franja solta. - disse a Clair - meio estilo princesa mesmo.

-Eu vou deixar solto mesmo, só vou fazer chapinha nele – disse a Lily.

-Lily eu realmente acho que não precisa da chapinha, mas se você quiser - Pam disse – eu vou prender o meu atrás e deixar solto dos dois lados.

- Eu realmente não sei, acho que não vou fazer nada, deixar solto mesmo. - eu disse meio indecisa.

-Acho que vai ficar bem bonito Sol – Pam disse – acho que invés de prender vou cachear ou meu.

E a conversa continuou, discutimos os vestidos os acessórios os sapatos, tudo. E depois fomos para as nossas casas, Dé me acompanhou até em casa.

-Dé, como é que nós vamos para o baile?- eu perguntei ansiosa – porque, você sabe somos em 7 não da para pôr todos no mesmo carro.

-É eu acho que cada casal vai no seu carro. – e a Lily vai com a Pam e o Kaleb.

-Ah certo. E com que carro você vem me buscar?- eu disse me pondo na sua frente o fazendo parar.

-Não sei Sol, acho que o meu pai empresta o carro dele.

- E qual é o carro dele?

-Sol, você realmente acha que eu vou te dizer?- ele riu e me deu um beijo na testa – é a única surpresa que você vai ter no dia. Vou mantê-la até o fim.

Chegamos à porta da minha casa, ele me deu um beijo e foi embora.

Entrei em casa e peguei o livro da aula de literatura “Febre”e comecei a lê-lo sentada na minha cama. Acabei dormindo na metade do livro e tive um sonho estranho. Eu estava em um bosque sentada em uma pedra quando Dé apareceu em pé perto de mim, ele disse que eu sabia tudo sobre ele, mas que ele não sabia nada sobre mim. Eu pulei da pedra e contei tudo para ele, toda a minha história.Quando eu ia dizer outra coisa eu acordei.

O dia passou rápido e John não foi à escola de novo.

Na sexta-feira as meninas combinaram de ir à casa da Lily e os meninos de ir à casa de Kaleb.

Chegando lá sentamos todas no quarto da Lily e começamos a conversar.

-Vocês já pensaram em como vamos fazer para chegar até o baile?- Clair perguntou nervosa.

-Dé me disse que cada casal iria em seu carro- em disse

- É, ele tinha comentado qualquer coisa comigo- disse Pam calma

-E eu vou como? – perguntou Lily

- Acho que o Kaleb leva nós duas Lily.

E a conversa correu solta até o fim da tarde, eu fui para casa a pé, estava cansada e tinha alguma coisa me deixando nervosa.

Capítulo 2 Duvidas difíceis de tirar

 

Acordei muito tarde e sai correndo para a escola, sem tomar café.

Pam, Dé e Kaleb estavam conversando, eu corri até eles, mas no meio do caminho eu tropecei e ralei o tornozelo. Quando levantei a cabeça Dé estava ao meu lado.

-Sol, você se machucou?-ele perguntou e me ajudou a levantar.

-Eu estou bem – eu disse enquanto tentava caminhar – mas acho que ralei e torci o tornozelo.

-Eu te levo até a enfermaria.

-Não precisa, só mais alguns minutos sentada e eu fico melhor.

 - Sol é melhor você enfaixar esse tornozelo, vai ficar pior se você sair andando por ai.

-Tabom Dé, eu enfaixo.

Ele me pôs em suas costas e foi correndo, mas na velocidade normal não vampiresca dele, até a enfermaria.

-Senhora Roberts, a Sol torceu o pé – ele disse á enfermeira me pondo sentada na cama.

A senhora Roberts estava pegando as bandagens quando mais alguém entrou na enfermaria. Junto a essa pessoa veio uma sensação terrível, eu me arrepiei. Eu estava olhando para a minha perna , mas quando senti isso eu levantei a cabeça para saber quem poderia me causar tão horrível sensação.

Surpreendi-me ao ver Matt entrando na enfermaria carregando o que eu achei que fosse a carcaça de um John vivo.

Eu não entendi porque isso me deixou tão aflita, mas enfim o sentimento passou.

A Sra. Roberts enfaixou o meu tornozelo que eu realmente sabia que não ia precisar de bandagem daqui a mais meia-hora e foi ajudar o John.

-O que será que aconteceu com ele Dé?- eu perguntei meio assustada.

-Eu não sei Sol, mas acho melhor nós sairmos daqui. Eu não estou me sentindo muito bem com o John tão perto.

-Tabom vamos para a sala, mas me prometa que depois vamos falar com o Matt.

-Eu te prometo Sol.

Ele me pôs novamente em suas costas e me levou para a sala.

No intervalo nós fomos ver o que tinha acontecido com John. Matt ainda estava lá com ele.

-Matt, o que foi que aconteceu com ele? – perguntou Dé enquanto ia até perto da cama de John.

- Ele estava no campo de futebol quando do nada ele caiu no chão, eu achei que ele estivesse brincando, mas ele não levantou. Dai eu trouxe ele aqui.

- E o que foi que a Sra. Roberts disse que ele tinha? – eu perguntei. Apesar de tudo que o John fez ele ainda é um ser vivo que merece preocupação.

- Ela disse que ele podia ter batido a cabeça ou coisa assim, pois não acordava e estava com um hematoma gigante perto da nuca.

E o que é que você acha que foi?- Dé perguntou sério

-Eu estou achando que ele tomou alguma coisa ontem à noite.

- E porque você acha isso Matt?

-Porque se ele tivesse batido a cabeça já ia ter acordado, mas se ele tiver tomado alguma coisa, ou bebido demais sei lá daí seria mais difícil para acordar.

- Bom isso é verdade- eu disse e peguei o pulso de John para ver se estava normal- mas isso ainda está muito mal explicado. E porque é que você ainda está aqui Matt?

-Eu queria ver se ele acordava, mas eu acho que a Sra. Roberts já avisou os pais de John então eu vou voltar para a aula agora.

-Que bom saber disso.- Dé  disse olhou pela janela – e você acha que os pais dele já estão vindo para cá?

- Com certeza, John é filho único, e é o xodó dos pais. Sempre que vou até a casa deles eu vejo, eles são bem unidos mesmo.

-Bom, enfim ele vai acordar mais cedo ou mais tarde.

O resto do dia passou rápido, sai correndo da escola para minha casa.

 

 Depois de tudo o que aconteceu com o John eu fiquei meio chateada. E eu ainda não entendi porque eu me senti tão mal quando ele entrou na enfermaria, mas depois eu não senti nada. Eu estava muito curiosa e sabia que quem poderia tirar minhas duvidas era a minha mãe.Ela passou por isso durante a vida dela muitas vezes.
Cheguei em casa e minha mãe estava na cozinha pondo a mesa.
-Mãe, preciso te perguntar uma coisa, é muito importante.
-Pode4 falar filha, o que foi?
Eu contei toda a historia para ela, parando de vez em quando para respirar.
-Entendeu mãe?

-Isso foi bem estranho filha, eu só me sentia mal com o seu pai e os parentes dele, não sentia mais nada, mas você disse que esse menino é um humano normal então deve se4r alguma outra coisa.
-É mãe eu também acho, mas o que poderia ser?
-Ele não seria um lobisomem filhinha?
-Como assim mãe um lobisomem, você brincando comigo né... Alem de o meu namorado ser um vampiro, você acha que o meu nêmeses é um lobisomem?
-É filha, isso explicaria a sua reação terrível a ele. Nunca se esqueça de que você é meio vampira e por isso deve ter um alerta maior quando se tratam de lobisomens do que quando são vampiros.Lobisomens e vampiros tem
uma rixa a milênios.
Eu fiquei quieta pensando "Se isso realmente for o que está acontecendo então, eu tenho muito o que me preocupar.", mas e se isso fosse outra coisa, uma coisa diferente.
-Mãe, qual seria a probabilidade de o John também ser meio vampiro?
-É possível filha, mas eu não sei se é provável.
-Mas essa foi a única vez que eu senti ele desse jeito.Ai, tudo isso é tão confuso.
-Calma filha eu vou dar um jeito de achar mais informações para você.
-E como é que você vai fazer isso mãe?
-Vou falar com o seu professor de historia.
-Aquele que eu detestei desde o dia em que eu vi ele?
-Exatamente.Você detestou ele exatamente porque ele é um vampiro.Eu percebi isso nele.
-E você só veio me falar isso agora?
-Filha, eu fui falar com ele na escola e assim que cheguei perto dele eu percebi.Eu falei com ele e ele me disse que já que você era meio vampira tinha toda a razão por se sentir mal perto dele, mas que ele não iria fazer nada aqui, ele só queria mesmo morar aqui porque a cidade não é muito grande.Ele me disse que se um dia eu quisesse procurar pelo seu pai ele conseguiria achá-lo.
-Tem certeza mãe?
-Absoluta minha filha.Ele é um dos puros.Relaxe.
-Nossa, assim eu fico melhor.Os puros são os melhores tipos de vampiro.Só por curiosidade mãe, quantos anos ele tem?
-Ele me disse que tinha 350, mas a aparência como você já notou é de uns 25.Ele disse que já está com a companheira a 300 anos.

-Mas se ele é um puro e tem companheira eles terão que se mudar em algum tempo não?
-Exatamente. Ele disse que pretende ficar mais ou menos 5 anos.
-Obrigada mãe, por fazer tudo isso por mim.
-De nada minha filha, mas você sabe que eu não vou ficar por aqui para sempre então é bom arranjar um namorado vampiro mesmo, ele poderá ficar com você para sempre. E ele vai ser um ser sombrio feliz, porque você como meio humana pode ter filhos, diferente das vampiras de sangue, o que significa que vocês poderão ter uma família.
-Mãe eu sei que tudo isso é verdade, mas podemos por enquanto não tocar no assunto, você ainda é jovem e forte.
-Tudo bem filha, agora é melhor você comer alguma coisa, você ficou na escola o dia inteiro.

Eu me sentei e comi um pouco, estava sem fome depois de ouvir todas essas possibilidades.

Depois subi para o meu quarto ouvir um pouco de música antes de dormir.

Sonhei que estava sentada numa poltrona vermelha e que do meu lado estava Pam e que tinha alguém chegando perto de nós, era o John. Ele parou de andar no meio do caminho e pulou muito alto para uma pessoa normal e desapareceu. A Pam caiu de joelhos no chão e começou a chorar. Eu levantei e corri até onde o John esteve, olhei para cima e vi vários morcegos pendurados no teto, quando um morcego estava voando na minha direção eu acordei.

Parte 2 Narrada por Solstice

Capítulo 1 - Acho ou tenho certeza

 

Eu sempre tinha sentido uma coisa estranha quando estava perto do Dé e da Pam, eu me sentia feliz, mas ao mesmo tempo uma sensação estranha no meu estomago. Eu não entendia o porque disso, mas sabia que tinha algo a ver com todas as coisas que aconteceram até agora comigo e com Dé.Não podiam ser meras coincidências.E, se alguém sabia o que eu estava sentindo era a minha mãe.Ela sempre dizia muitas coisas sobre o meu pai, mas sobretudo como ele era diferente, que ele realmente era um vampiro.E que eu deveria tomar cuidado, para nunca encontrar nenhum na minha vida.

Minha mãe chegou em casa tarde da noite, mas eu ainda estava acordada e precisava muito falar com ela.

-Oi mãe, como foi no trabalho?-eu perguntei me sentando na cadeira da cozinha.

-Muito bem filha, mas o que é que você ainda está fazendo acordada?

-Mãe eu preciso falar com você, e eu não posso deixar para mais tarde.

-O que aconteceu Sol?

-Aconteceu que eu preciso te perguntar mais uma coisa sobre o papai.

-Ai filha, de novo o seu pai!-ela disse se sentando á mesa- o que é que você quer saber?

-Eu quero saber como é que você se sentia quando estava perto dele.

-Eu me sentia muito feliz quando estava com o seu pai, mas eu ainda não me sentia completamente segura, eu sentia como se a qualquer momento algo fosse dar errado. – ela fez uma pausa e me olhou nos olhos – mas porque é que você está me perguntando isso Sol?

-É que assim, você sabe que às vezes eu me sinto mal perto de certas pessoas, e que essas certas pessoas são poucas. Bom, eu acho que eu me sinto um pouco insegura quando eu estou com o Demetrius também.

-Mas o que é que esse Demetrius tem que te deixa insegura?

-É ai que eu fico curiosa, eu também não sei. Eu me sinto exatamente como você disse que se sentia com o papai, mas eu me sinto ao mesmo tempo extremamente bem quando eu estou com ele.

-Mas você sabe muito bem que se é como você está falando ele deve ser como o seu pai, e pelo que você já me disse que viu desse menino, ele com certeza é um vampiro.

-Mas eu não quero que ele seja um vampiro. Quer dizer, ele é muito bom é muito confiável para ser um vampiro. - eu disse quase chorando

-O que eu posso fazer se ele é um vampiro?-ela disse pegando as minhas mãos- e também se vocês dois são tão amigos assim e se ele é tão bom menino então você tem mais é que esquecer a parte vampiresca dele.

-É mãe eu esquecer, faço isso todos os dias, penso que ele é um vampiro, coisa que eu de um certo jeito também sou, em parte claro, mas ele é um vampiro por completo, para ele é bem mais difícil esquecer isso. Ele tem todos os instintos de um vampiro, assim como o meu pai.

-Isso será difícil para ele filha, o único jeito de você facilitar isso é não impulsionar esses instintos nele. Talvez isso ajude. -ela se levantou e continuou a falar- Mas eu ainda sinto que não é só ele quem está te aborrecendo.

-Pois é, eu estou tendo quase certeza que eu conheço 3 vampiros naquela escola.

Sem mais uma palavra eu fui me deitar. Até o fim de semana eu tinha que dar um jeito de tornar isso menos instintivo para o Dé, tinha que arrumar tudo para o baile, dizer ao Dé sobre eu saber  que ele era um vampiro, mas não me importava com isso nem um pouco, na verdade eu confio nele.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]